sábado, 28 de abril de 2012

A presença do bullying na mídia cinematográfica como contribuição para a educação

BULLYING: UMA FORMA DE VIOLÊNCIA

Parte do que somos é resultado do que o outro nos desperta. É decorrência do estímulo recebido. Há pessoas que têm o dom de despertar em nós coisas boas, sentimentos tão nobres que chegam a nos emocionar. São pessoas que se fazem especiais porque nos fazem sentir mais inteligentes, mais felizes, mais bonitos, mais importantes, mais valiosos, mais estimulados a enxergar as nossas qualidades, virtudes e talentos, e também nos encorajam a superar as limitações, a enfrentar os medos, a lidar com as inseguranças, sempre com a certeza de que não estamos sozinhos e podemos contar com alguém. Alguém hábil em nos fazer sonhar, ter aspirações, planos e projetos de vida. Desse entusiasmo pela vida brota a generosidade, e com ela uma vontade irresistível de retribuir o presente recebido. Assim, acontece com todas as pessoas -, sentimo-nos eternamente gratos por aqueles que nos fazem felizes, que revelam o que há de melhor em nós.
       (CHALITA, 2008, p. 192).

O bullying, por muito tempo considerado brincadeiras da idade, tem sido motivo de traumas e sofrimentos para muitos adultos que, na infância e principalmente na adolescência, foram vítimas de atos agressivos, intencionais e repetitivos, considerados comum ao meio em que se apresentavam. O termo Bullying é de origem inglesa, mas é adotado em vários países, inclusive no Brasil, por não ter termo equivalente na língua portuguesa que expresse sua abrangência e formas de ataque, define o desejo consciente e deliberado de maltratar outra pessoa e colocá-la sob tensão. (FANTE, 2005).

A falta de consciência, a aceitação e o silêncio costumam fazer com que sejamos surdos e cegos em relação à dor vivenciada por milhares de pessoas, vítimas do fenômeno bullying, tornando-as prisioneiras da tristeza e da depressão.

Os praticantes do bullying dependem do medo, da impotência e do silêncio da sociedade para continuarem propagando seu comportamento violento e preconceituoso. Cabe a cada indivíduo a indignação a esses atos comportamentais e acreditar que o conhecimento conduz a mudanças diante da crueldade frequente e sistemática, dirigida deliberadamente a alguém, por parte de uma ou mais pessoas, impondo regularmente sofrimento psicológico e/ou físico.

A INFLUÊNCIA DA MÍDIA CINEMATOGRÁFICA NA VIDA DAS CRIANÇAS E
ADOLESCENTES, INDIVÍDUOS EM FORMAÇÃO

O cinema, fonte ativadora do olhar humano, está cada vez mais apto a retratar a realidade por meio dos seus aspectos visíveis. A arte cinematográfica possibilita a compreensão do sentido impresso no gesto, divulgado na face humana ou evidenciado por uma paisagem. A mídia cinematográfica expressa uma realidade sobre o indivíduo ou sobre a sociedade e perceber os detalhes e as informações peculiar de cada ser humano, qualificando positivamente ou negativamente a mensagem exposta nas imagens.

As histórias contadas nas telas fazem parte do mundo do indivíduo. Atribuir sentidos e compartilhar significados dependem dos valores assumidos por cada ser humano e das condições internas em construir analogias entre a sociedade que aparece no filme e a sua própria ideologia. Segundo Turner (1997, p. 81)as narrativas do cinema são vistas dentro de um contexto que tanto é textual como social.

Para crianças e adolescentes que crescem em um ambiente protegido, a exposição a uma determinada cena de violência pode ser ameaçadora e chocante.

Para uma criança que vivencia em toda a sua infância e adolescência um ambiente violento, o impacto da cena de agressão é atenuado, ou pode funcionar como uma possibilidade de resolver conflitos, devido às experiências concretas de violência que enfrenta.

Dessa forma, o indivíduo projeta sua experiência na tela e, por meio dela, assimila modelos. Experiências positivas de vida conduzem o expectador, ao assistir a um filme, a usar seu censo crítico e a descartar modelos desviantes de seus valores.

Segundo Thompson (1988, p. 42),

Mesmo que os indivíduos tenham pequeno ou quase nenhum controle sobre os conteúdos das matérias simbólicas que lhe são oferecidas, eles os podem usar, trabalhar e reelaborar de maneiras totalmente alheias às intenções ou aos objetivos dos produtores.

O indivíduo é bombardeado diariamente e, consecutivamente, por uma série de informações que advêm de vários setores e mecanismos de comunicação que compõem seu contexto. O avanço tecnológico propiciou e expandiu o acesso às diversas formas de informação conduzidas pela mídia a todas as camadas sociais. Independente da intenção dos produtores dessas informações, cada indivíduo, de acordo com suas habilidades e competências adquiridas em seu meio sócio histórico, contextualiza e assimila os produtos propostos.

Turner (1997, p. 82)conclui que,

[...] precisamos ter consciência de que os mitos, as crenças e as práticas preferidas por uma cultura ou um grupo de culturas penetrarão nas narrativas dessas culturas onde podem ser reforçadas, criticadas ou simplesmente reproduzidas. É possível captar as mudanças sociais nas mudanças de tendências temáticas ou formais que ocorrem na narrativa ao longo do tempo.

A influência dos conteúdos violentos dos filmes no desenvolvimento da criança e do adolescente altera conforme o contexto no qual as cenas são arraigadas. Para Turner (1997, p.82) a dimensão social da narrativa cinematográfica ocorre no nível do discurso,.no modo como a história é contada, modulada, representada. Cenas onde a prática da violência é recompensada e não punida apresenta diferenças significantes em relação às situações inversas no universo formador de valores do indivíduo. Na concepção de Bandura (1987, p.56) quando a agressão é recompensada em certos contextos e não noutros, basta modificar os indícios das consequências prováveis para alterar o nível das respostas agressivas.

Cenas onde os heróis justificam as práticas dos atos violentos por estar em defesa de valores sociais ligados à família, ao governo e ao território, podem gerar um sentimento de aceitação e de mecanismo apropriado para resolver problemas da vida real. O impacto dessas cenas é ainda maior quando esses heróis são interpretados por atores que fazem parte do rol de preferência dos adolescentes.

Exibir relação entre humor e violência é um contexto muito observado no meio fílmico, principalmente para a faixa etária dos adolescentes; essa associação é muito perigosa, pois as práticas violentas mascaram por meio do riso atitudes reprováveis, banalizando a dor e a humilhação das vítimas.

Os desenhos animados aparentemente inofensivos ocultam muitas vezes, mensagens subliminares de sexo, violência e terror. Essas mensagens vão marcando profundamente o subconsciente do pequeno espectador, e ele, que não consegue ver, objetivamente, o mal que lá se esconde, de tanto assistir aos referidos desenhos, acaba por repetir, maquinalmente, atos e palavras que magoam, oprimem e ridicularizam os colegas (PACHECO, 1985; CALAZANS, 1998).

O contexto onde a prática da violência é exibida, associado ao histórico social do individuo, criança ou adolescente, pode ser determinante para o impacto que as cenas produzem. Para Turner (1997, p. 83) compreendemos as sociedades retratadas nos filmes por meio da experiência em nossa própria sociedade. A ausência de punição, a recompensa, o ato violento como prática socialmente aceita, justificada como meio de resolução de conflitos, a crueldade que conduz ao riso, a banalização da violência vista com normalidade no dia a dia, o consumismo e os padrões de beleza impostos, são as influências negativas do cinema sobre os jovens que compõem o retrato da sociedade.

Ignorar ou mesmo mascarar os efeitos da violência não elimina o problema instalado na sociedade e narrados nos filmes. A violência retratada nas telas do cinema deve conduzir para uma educação antiviolência.

Para Chalita (2008, p. 197) filmes, peças de teatro, textos literários, contação de histórias podem ajudar a semear bons valores. Os conteúdos fílmicos difundem valores capazes de instigar uma sociedade a ser mais solidária ou mesmo discutir o tema da violência de maneira mais apropriada, ampliando a reflexão acerca da vida humana como um bem precioso que não pode ser negligenciado.

O tema da violência retratado nos filmes e a sua repercussão na vida das crianças e adolescentes não pode ser considerado negativo em sua essência; o foco crucial está na forma de apresentação. A abordagem, a partir de uma contraposição do conteúdo positivo versus conteúdo negativo, pode conduzir os indivíduos a aprendizagens de valores, como paz, respeito e solidariedade. A narrativa de um contexto de violência torna-se, muitas vezes, a trajetória necessária para transmitir uma mensagem de paz; por ele trilha-se o caminho inverso, por meio de conteúdos negativos chega-se ao objetivo central, disseminar bons valores.

A linguagem cinematográfica permite à criança e ao adolescente relacionar suas próprias experiências, mesmo que por meios fictícios, à narrativa e aceitar ou recusar a leitura proposta. O significado de um filme não pode ser fixo, como os seus efeitos não podem ser considerados iguais em todos os indivíduos.

A narrativa fílmica é impregnada de mensagens e linguagens (som, imagens, gêneros ficcionais, etc.) que transportam em seu bojo, sentidos, significados morais, juízos de valor que servem tanto como fonte de informação e referências de comportamento como ferramenta de divulgação de idéias. Diante do exposto, a violência mostrada na ficção cinematográfica é um importante veículo transmissor de representações, discursos e valores sociais que exercem poder sobre os indivíduos e devem ser mediados e questionados com o propósito de produzir reflexão e alteração na percepção do ser humano sobre a realidade social.

Os filmes Nunca fui beijada e Bang, bang! Você morreu, que serão analisados, trazem em suas narrativas, a violência velada, sistemática, cruel e atroz que aterroriza alunos, pais e escolas do mundo, pela sua forma sutil e sorrateira de se instalar, tornando-se epidêmica e causadora de danos educacionais, morais e psíquicos a todos os envolvidos.

ANÁLISE E APLICAÇÃO DOS FILMES NUNCA FUI BEIJADA EBANG BANG! VOCÊ MORREU

O FILME NUNCA FUI BEIJADA

SINOPSE DO FILME

Nunca fui beijada narra a história de Josie Geller (Drew Barrymore), uma jovem de 25 anos, editora do tablóide do Chicago Sun Times que aspira a um cargo de jornalista. É uma ótima funcionária, mas apresenta comportamento inseguro e baixa autoestima por ser desacreditada pelos colegas de trabalho. Rigfort (GarryMarshall), o proprietário do jornal, determina que Josie se disfarce de estudante do 2º grau (High School) e faça uma matéria investigativa sobre o que acontece no meio estudantil.

Inicialmente, Josie fica animada, pois é a sua chance de conseguir o cargo de jornalista, mas ao se lembrar de como era impopular na sua época de colégio, tanto que era chamada de Josie nojenta, fica preocupada sobre como se infiltrará entre os estudantes. Se sua técnica não der certo, além de não alcançar o cargo almejado, provavelmente, será despedida.

O enredo cria ficções escolares, onde a temática tem fundamentos reais, focaliza as idiotices e crueldades que ocorrem nas escolas, onde alunos medíocres e desumanos se unem para prejudicar os estudantes menos populares, diferentes fisicamente, economicamente, mentalmente e socialmente. Observamos que tais atitudes tidas como brincadeiras próprias da idade, que nos conduzem ao riso, podem trazer consequências graves para o adolescente pelo resto de sua vida.

A protagonista Josie Geller, vítima de bullying na adolescência, apesar de competente em seu trabalho, não consegue ter ascensão profissional e pessoal, é uma adulta solitária, que aos 25 anos ainda não conseguiu realizar seus sonhos e fantasias românticas, como a mais simples para uma adolescente: receber o seu primeiro beijo e flutuar como se este fosse o único.

No filme, a personagem regressa ao tempo de colégio, onde podemos verificar e entender por meio de flashback de cada cena, os traumas que vão se acumulando na jovem, por ser uma adolescente impopular, feia e gorda, o que vem a gerar comportamento anômalo na vida adulta, tornando-a uma profissional tímida, insegura e medrosa.

ANÁLISE DAS CENAS DO FILME “NUNCA FUI BEIJADA”


Figura 1- Sala de aula do colégio na adolescência de Josie


A cena da figura 1 retrata a primeira lembrança de Josie quando era adolescente. O enquadramento da câmera elaborado em plano de conjunto (PC) abrange uma sala de aula onde os seus colegas de turma a menosprezam, a ridicularizam e a humilham. O fenômeno bullying está evidente, um grupo de alunos se une para violentar moralmente um indivíduo, afastá-lo do grupo social, desumanizá-lo. Ser chamado de nojento, desprezível e repugnante cria o estigma, o rótulo de incapacidade de interagir com seus pares, de não ser digno daquele grupo, ações que fatalmente se instalam no subconsciente e atingem a autoestima do ser humano. Esse fato é demonstrado pela protagonista quando, alertada pelo irmão sobre sua época de colégio, resgata de sua memória exclusivamente lembranças desastrosas e dolorosas, que a conduzem ao vômito e à incerteza de ser capaz de realizar a matéria investigativa no colégio.

Figura .3 - Josie na sala de aula com as garotas populares





Josie, disfarçada de adolescente exposta na figura 3 é intimidada por Kirsten, Kristin e Gibby, as garotas mais populares do colégio que obrigam-na a sair da carteira em que se sentou. Essa é uma das ações dos bullies, principalmente do sexo feminino, além das estratégias utilizadas de difamações, intrigas e fofocas, intimidam suas vítimas com o objetivo de humilhar e provocar o seu isolamento social (FANTE, 2005). A cena da sala de aula é apresentada em plano de meio conjunto (PMC), onde aparecem as quatro personagens. Duas chegam a tocar as margens do quadro fílmico. Essa focalização permite ao espectador, mesmo afastado da imagem, perceber a indignação nas expressões faciais de Josie, que diz: - Eu não sabia que os lugares são marcados. - E não são, responde uma das garotas, sentando-se na carteira para demonstrar poder e autoridade.

Figura 18 - Josie escrevendo sua própria história para o jornal



A figura 18 mostra Josie em plano americano (PA) na cena de seu apartamento  escrevendo sua própria história para o artigo do jornal. Enquanto Josie escreve ela conversa com o espectador, narra sobre sua impopularidade quando era adolescente, dos garotos e garotas populares, do seu maior trauma que aconteceu com a mentira do convite para o baile, onde Billy acompanhado por outra garota lhe arremessa ovos. Fala também, dos professores, muitas vezes e sem saber parceiros da violência moral e de sua mudança de comportamento, de sua postura forte e decidida em superar os traumas do passado e conquistar seu primeiro e verdadeiro amor, o professor de literatura. Para concretizar sua segunda chance de vida lanças eu grande desafio: esperar por cinco minutos o professor de literatura, antes do jogo de beisebol, para receber o seu primeiro e verdadeiro beijo.
O professor de literatura vem ao encontro de Josie no campo de beisebol repleto de espectadores e beija-a. Josie venceu seus medos, seus traumas, fortaleceu sua autoestima e conquistou sua segunda chance de amar e ser amada.
As vítimas do bullying, na vida real, muitas vezes não têm uma segunda chance devido à desinformação e falta de ação de todos os envolvidos, da família, da escola e da sociedade como um todo, fazendo com que os traumas se tornem irreversíveis. Tornam-se adultos inseguros, solitários, submissos e de difícil relacionamento pela baixa autoestima. Não pretendemos generalizar afirmando que todas as vítimas do fenômeno sofrerão igualmente ou serão protagonistas de tragédias ou suicídio, mas alertar para a gravidade do problema que desencadeia transtornos psíquicos e que pode se transformar em tragédia social.


O FILME BANG BANG! VOCÊ MORREU
SINOPSE DO FILME
Bang, bang! Você morreu é baseado na peça de teatro de William Mastrosimone, Bang, bang! You.re Dead, de 1999. O objetivo principal da peça é denunciar e combater a violência física e psicológica nas escolas.
O filme narra a história de Trevor Adams (Bem Foster), um excelente aluno do colégio. Rivervale High School que, após constantes humilhações por parte dos jogadores do time de futebol, ameaçou explodir o prédio da escola durante o período de aula. De vítima passou a agressor. Sua atitude em busca de paz trouxe-lhe incompreensão e desconfiança de todo o grupo escolar. Mesmo a bomba sendo de mentira, professores, colegas de turma e administração escolar ignoram o pedido de socorro de Trevor em relação às agressões que sofria e transformam-no em vilão.
O professor de teatro e cinema do colégio Mr. Ducan (Tom Cavanagh) preocupado com a crescente violência na escola, e sensível à situação vivida por Trevor, convida-o para ser o ator principal da peça que dá nome ao filme Bang,bang! Você morreu, ao lado de Jenny Dahlquist (Jane McGregor), a garota que será sua grande amiga. O objetivo do professor Mr. Ducan com a encenação da peça é fazer com que Trevor analise sua situação de vítima de bullying e as consequencias de agir motivado pela vingança. Mas a peça é mal compreendida por pais e professores devido ao passado de Trevor; acreditam que sua execução pode estimular a violência e ela acaba sendo censurada pela direção da escola.
A ficção nos leva a refletir sobre uma realidade fria e cruel dos adolescentes em período escolar: estudantes agredidos brutalmente diante de uma platéia inerte à dor do próximo. Trevor após ser agredido muitas vezes e discriminado por aqueles que deviam acolhê-lo, vem para o colégio munido por uma câmera e registra as atrocidades desse mundo escolar dominado pelos bullies, que muitos desconhecem.
A peça de Mr. Duncan, o professor, tem segmento com bastante contratempo fora do espaço escolar, sua encenação acontece no final do filme e os vídeos de Trevor, no desenrolar do enredo, será a prova da sua dor e da dor dos colegas, vítimas do bullying.

Análise das Cenas do Filme Bang, Bang! Você Morreu em que Sobressai o Bullying


Nas cenas do corredor do colégio Rivervale High School da figura acima os agressores são focalizados em plano de meio conjunto (PMC) e Trevor em plano de detalhe (PD), planos que caracterizam a sequência da agressão dos jogadores de futebol do colégio contra Trevor.

Os jogadores de futebol caminham pelo corredor do colégio em direção a Trevor que se encontra parado em frente ao seu armário com a porta entreaberta.

Sem motivo aparente um dos bullies abre o restante da porta do armário com força, cospe dentro do armário e, para finalizar, empurra Trevor com violência contra o próprio armário. Trevor é agredido em sua integridade moral e física. A agressão acontece rapidamente, e os que presenciam a ação, agem com naturalidade como se nada tivesse acontecendo. Os espectadores, alunos que assistem a agressão, adotam a lei do silêncio, temem se transformar em novo alvo para o agressor.


O corredor do colégio, demonstrado na figura acima, novamente é palco do bullying. Estudos sobre o fenômeno relatam que os agressores escolhem lugares onde podem agir sem ser repreendidos, apesar de gostarem de platéia para demonstrar seu poder. Não suportam o confronto direto quando são censurados por suas ações. Escolhem áreas da escola com pouca supervisão; é uma das estratégias do agressor que contribui para que a vítima seja desacreditada se, porventura, vier a denunciar os maus tratos.

Essa cena do corredor, focada em plano americano (PA) retrata a sequência da intimidação. A vítima fisicamente menor que o agressor é obrigada a cantar jingle bells toda vez que o vê. O agressor escolhe suas vítimas por serem franzinas e tímidas e as obrigam por meio de ameaças a cumprir ações, como nesse caso cantar, expondo-lhes ao ridículo. A vítima sofre violência psicológica e física; após cantar jingle bells leva uns tapas na testa desferidos pelo agressor.

A violência física consolida o poder do agressor sobre a vítima. No decorrer do enredo, ao encontrar com o agressor, essa vítima é exibida cantando jingle bells diante de todos os alunos do colégio. Suas expressões são de dor, humilhação, constrangimento e vergonha. Enquanto isso o agressor se deleita com a dor provocada.



Na figura acima a imagem de Trevor focalizado em plano médio americano, parado no pilar do sótão ouvindo a discussão dos pais a seu respeito, nos remete a uma tensão mental e psicológica de incompreensão da família pelas suas atitudes violentas no colégio, que repercutiu socialmente. O pai autoritário e insensível à dor do filho critica suas atitudes dentro do colégio e fora dele; frustrado por ser um simples tintureiro, transfere para o filho suas angústias e seus traumas; busca resolver os problemas e os conflitos no grito, na discussão; o diálogo nunca está presente no contexto familiar. A mãe, submissa ao marido, não consegue atingir o íntimo de seu filho, suas inquietações, seus traumas, suas dores e seu isolamento até mesmo dentro de casa.

O perfil familiar contribui tanto no comportamento dos agressores como das vítimas do bullying. As vítimas são pouco sociáveis, inseguras, retraídas e de baixa autoestima, acreditam que são merecedoras das injustiças sofridas, se calam, se isolam, não pedem auxilio, pois têm medo de retaliação. As vítimas do bullying se sentem sozinhas e desamparadas, são conduzidas, muitas vezes, a caminhos sem volta, más companhias, sentimentos de vingança e suicídio.


APLICAÇÃO DOS FILMES NUNCA FUI BEIJADA E BANG BANG! VOCÊ
MORREU NO CONTEXTO ESCOLAR

A escola acompanha a história da humanidade, onde a violência se torna cada vez mais presente em todos os segmentos sociais. É na escola que acontece o maior desafio do ser humano: aprender a se relacionar com as diferenças individuais e respeitar regras para uma boa convivência social. O grande dilema em conviver pacificamente com seus semelhantes respeitando regras e desenvolvendo habilidades tolerantes e humanitárias encontra-se na falta dessas aquisições na primeira infância ou mesmo nas práticas estabelecidas nas instituições escolares.

Aquestão é que independente de um problema ou outro; a violência encontra-se instalada e se prolifera rapidamente. È necessário e urgente ações antiviolência que auxiliem os professores na árdua tarefa de educar. A arte cinematográfica utilizada no espaço educativo como prática social, pode contribuir para a formação critica do ser humano. Os filmes Nunca fui beijada e Bang, bang! Você morreu foram objetos propulsores de novas aprendizagens como poderemos verificar na descrição de um relato de experiência desenvolvida pela participação ativa dos professores e alunos, via Metodologia da Pesquisa Participante.

O fenômeno bullying, explorado nesse trabalho científico foi objeto de investigação por meio da pesquisa participante realizada em uma escola estadual da cidade de Marília com objetivo de diagnosticar sua incidência na instituição escolar e contribuir, na prática, para a transformação social consciente de que essa forma de violência causa danos a todos os envolvidos: vítimas, agressores, expectadores, famílias, escolas e a sociedade em geral onde os indivíduos exercem seu papel de cidadão. A mídia cinematográfica é utilizada na pesquisa como meio de comunicação capaz de proporcionar uma identificação do espectador com a situação apresentada; o bullying e as agressões vivenciadas no cotidiano escolar.

A pesquisa participante no contexto escolar surge como alternativa de investigação, majoritariamente dos escolares, visando à sua inclusão social como atores do processo de conhecimento, bem como beneficiários dos resultados encontrados. O pesquisador inserido no ambiente onde o fenômeno se manifesta, ocupa o papel de observador e agenciador de ações que visem à conscientização e transformação de atitudes da equipe gestora, docente e discente.

A Unidade Escolar atende quinhentos e oitenta e cinco alunos nos três períodos de funcionamento, Ensino Fundamental Ciclo II, Ensino Médio, EJA (Ensino de Jovens e Adultos) e o SAPE, formado por duas Salas de Recursos.

Segundo Cicilia Maria Krohling Peruzzo (apud DUARTE, 2005, p.126) a pesquisa participante envolve diferentes modalidades: observação participante e a pesquisa participante propriamente dita e consiste na inserção do pesquisador no ambiente natural de ocorrência do fenômeno e de sua interação com a situação investigada.

Com base nos procedimentos metodológicos de Peruzzo e com objetivo de englobar as modalidades apresentadas trilhamos as seguintes etapas:

- aproximação constante do observador no ambiente investigado, com a finalidade de ver as coisas de dentro. (PERUZZO apud DUARTE, 2005, p. 126);

- participação do pesquisador no grupo dos professores envolvidos com as atividades dos estudantes e no contexto que está sendo estudado, de modo consistente e sistematizado, ou seja, co-vivenciar interesses e fatos.;

- compartilhamento do objetivo da pesquisa com levantamento de dados por meio de questionários primeiramente com os professores, para delimitação das séries que participaram da investigação e das ações antiviolência;

- participação do público alvo na análise das imagens dos filmes como metodologia de aprendizagem coletiva, em relação à mudança de postura;

- coleta de dados, por meio de questionário, de atitudes visualizadas nos filmes e vivenciadas pelos alunos que devem ser modificadas socialmente com o objetivo de transformar o ambiente escolar.

Para o desenvolvimento deste processo, com a metodologia exposta, o primeiro grupo formado foi o da equipe de educadores, coordenadores e diretores da Escola Estadual. Constatei, após meses de observação direta com os alunos no pátio do colégio e diálogos com os professores, a necessidade de, primeiramente, discorrer sobre o fenômeno bullying para os profissionais da educação, pois a queixa da violência partia da premissa de que a agressão física acontecia depois de repetidas agressões verbais.

Após exposição sobre o fenômeno bullying aos professores, coordenadores e gestores da Unidade Escolar, em reunião pedagógica, os mesmos associaram a temática imediatamente ao seu cotidiano escolar. Visualizaram seus alunos, suas famílias, seus comportamentos e as consequências diárias e futuras tanto para o agressor como para a vítima. Diagnosticamos que os professores já tinham ouvido falar sobre o termo bullying, mas não haviam assimilado quase nada sobre suas causas, consequências e sua proliferação.

Em questionário apresentado aos professores a série em que mais o fenômeno se evidencia são as sétimas do Ensino Fundamental. Com uma média de trinta alunos por classe, 15% são classificados como agressores, 10% são vítimas e 75% são expectadores em cada turma. Os meninos são apontados como os maiores agressores e vítimas, as meninas assumem o papel de agressor quando estão em grupo. As táticas mais utilizadas pelo agressor são as agressões verbais depreciando suas vítimas devido à cor, tipo de cabelo, característica física e condição econômica, seguidos de intimidação, chantagem, pequenos furtos de pertences pessoais e agressões físicas como tapas na cabeça e rasteiras. Os agressores se utilizam da violência para impor autoridade e demarcar território, como se fossem proprietários da escola e todos lhe devessem obediência.

Em relação às atitudes tomadas pelos profissionais diante da ação dos agressores e do sofrimento das vítimas, a maior preocupação está direcionada em afastar o agressor solucionando momentaneamente o problema. As vítimas continuam sua caminhada solitária de medo, sofrimento e baixa autoestima.

Após a coleta e tabulação dos dados, resolvemos em equipe que o público alvo da pesquisa seria as sétimas séries devido à grande incidência de agressores e vítimas e as quintas séries como propulsores de novos comportamentos, mais tolerantes e conscientes de uma prática social sem violência, seja ela física ou moral. O trabalho de pesquisa envolveu cento e dois alunos das séries citadas abaixo.

Com a delimitação do público alvo, iniciamos o trabalho de orientação sobre o tema da pesquisa, e exposição dos filmes Nunca fui beijada para a quinta série e Bang, bang! Você morreu para as sétimas séries. O bullying retratado na ficção cinematográfica analisado nos filmes demonstra uma realidade que contamina os estudantes. A arte cinematográfica é utilizada na pesquisa participante com caráter qualitativo, estimulando o senso critico da população estudantil e contribuindo para o processo de mudança social.

A pesquisa com os alunos das séries citadas acima partiu da conscientização do grupo sobre o tema, exibição do filme e questionário para detectar a incidência do bullying, o gênero, a forma de violência mais frequente e a ação da linguagem cinematográfica na vida desses indivíduos em formação.

Por meio do questionário investigativo apresentado aos 31 alunos da quinta série após exibição do filme Nunca fui beijada foi diagnosticado 12 condutas de bullying entre meninos e meninas. Os 40% de alunos estão, frequentemente, envolvidos com agressões contra a mesma pessoa ou mais dois indivíduos, 20% são meninos e 20% são meninas; todos alegam que agridem seus colegas porque são primeiramente agredidos pelos mesmos. Os relatos são de agressões verbais, apelidos pejorativos e xingamentos. Os casos podem ser classificados como vítimas agressoras; indivíduos que reproduzem os maus-tratos sofridos. Esse comportamento torna o bullying uma dinâmica expansiva, aumentando o número de vítimas. Questionados sobre o filme, 100% gostaram e entenderam a mensagem veiculada. Para a pergunta: Você gostou do filme? Por quê? Uma garota relatou a seguinte resposta: Sim porque eu aprendi muitas coisas. Eu xingava meu amigo P. de gordo. Eu estou muito envergonhada disso, me desculpa P. Dos 35 alunos da sétima série A que assistiram ao filme Bang, bang! Você morreu, 51.43% assumem viver constantemente em estado de conflito, como agressões verbais que culminam em agressões físicas: 28.57% são meninas, 20%agressoras e 8.57% são vítimas; os 22,86% restante do grupo envolvido com o fenômeno, 14.3% são meninos agressores e 8.56% vítimas. A agressão verbal érelatada por 100% dos alunos como a violência mais utilizada entre os pares. Em relação à linguagem cinematográfica todos os alunos relataram que gostaram do que foi exposto no vídeo e demonstraram ter entendido o seu conteúdo, bem como a necessidade de mudar os comportamentos, conforme podemos verificar pelas respostas coletadas a questão: Você gostou do filme? Por quê? -.Gostei. Porque ele relata tudo que ocorre dentro de uma escola que ninguém vê..- .Sim. Porque mostra a realidade.. . .Sim. Porque ele fala de algumas realidades que acontece. Gostei. Porque ele ensina a não agredir os amigos e as pessoas. -.Sim. Porque ensina a gente ter modos.. . .Sim. Porque ele serve para abrir os olhos da galera. ...Sim. Porque ele tem o mesmo problema que eu.. Sim. Porque ensina a respeitar o próximo e mostra a realidade de uma pessoa intimidada.

A sétima série B, com 36 alunos, após assistir ao filme Bang, bang! Você morreu descreveu a seguinte realidade: 39% dos alunos estão envolvidos em ações agressivas. Em relação ao gênero, as meninas lideram com um percentual de 25% e os meninos com 14%. No grupo das meninas 14% são agressoras e 11% vítimas; dos meninos 8.75% são agressores e 5.25% vítimas. Os alunos são unânimes em relatar que a agressão verbal é a forma de violência mais utilizada e que gostaram do filme porque se identificaram com o que foi exibido na ficção. As respostas apresentadas pelos alunos á pergunta que queria saber se eles gostaram do filme e por que, podemos verificar a conscientização critica dos mesmos: - .Sim, pois quem sabe esses meninos e meninas agressivos dessa escola não mudam.. . Sim. Porque o filme fala a realidade do que se trata na vida real.. . .Sim. Porque faz você refletir aquilo que faz..- .Sim. Porque ensina que nós não podemos agredir o próximo.. . .Sim, ele mostra exatamente o que muita gente não tem coragem de falar.

A ficção reportou os alunos ao seu cotidiano, proporcionando-lhes uma aprendizagem sobre o fenômeno bullying e uma análise dos próprios comportamentos. A agressão verbal vista pelos alunos como inofensiva, após a exibição do filme foi considerada mais dolorida do que um soco.. Muitos alunos assumem ter agredido fisicamente o colega por raiva das frequentes agressões verbais já sofridas.

Agressores, vítimas e espectadores convivendo e sobrevivendo em uma rotina de medo e insegurança, envoltos com educadores, gestores e assistência técnica impossibilitados de agir pela falta de preparo e sutileza, pelo qual o fenômeno bullying se instala e se confunde com brincadeiras da idade. As diferenças são tênues, mas as consequências são desastrosas para todos os envolvidos.

A linguagem cinematográfica seguramente é propulsora de conscientização e novos conhecimentos da população educacional. Os filmes proporcionaram ao educador e aluno à aquisição de mais uma prática pedagógica capaz de fomentar a criticidade, conduzindo-os a uma ação-transformadora comprometida com a realidade social. O trabalho com as imagens dos filmes sobre o fenômeno bullying mediado por profissionais capacitados no processo educacional, valoriza e enriquece o aprendizado do aluno, tornando-o cidadão crítico capaz de respeitar as diversidades humanas promovendo uma sociedade igualitária, livre de preconceitos e violência.

A linguagem científica e cinematográfica corrobora com a necessidade de novas metodologias na compreensão do fenômeno bullying e ações de conscientização no meio estudantil e na sociedade como um todo.

A ação educativa seja na escola, na família, ou em qualquer ambiente social, além de ético pela natureza do ato, precisa ser afetuosa para acolher agressores, vítimas e espectadores. Caso isso não ocorra, haverá reprodução da intolerância.

Afastar os agressores das vítimas, não resolve o problema da violência, que causa baixa autoestima e afeta o desempenho escolar. Precisamos desconstruir o preconceito e a discriminação para acabarmos com essa forma de violência. O conhecimento e as informações veiculadas por meio da mídia cinematográfica e de profissionais da educação, conscientes da ação maléfica do bullying, conduz o individuo ao aprendizado, desconstruindo valores pré-estabelecidos, tornando-os tolerantes e capazes de compreender que a diversidade humana é inerente a toda humanidade e tem que ser respeitada.


ATIVIDADE

Nesse tópico estudamos uma tese de mestrado, que nos mostrou a utilização de uma mídia (cinematográfica) como meio para a educação, trabalhando o bullying nos filmes citados em sala de aula e com os educadores de determinada escola estadual. Essa atitude faz com que reflitamos que podemos sim usar as mídias na formação do ser humano e que nem tudo que passa na televisão ou acessamos na internet é ruim e prejudicial na formação do caráter humano. Existem outras mídias e programas que trabalham a valorização do ser humano e sua formação. Pesquise algum programa que ache interessante na formação dos valores morais e éticos e que poderiam ser trabalhados em sala de aula. Pode ser qualquer tipo de mídia: televisa, radiofônica, cinematográfica, impressa ou digital.




domingo, 15 de abril de 2012

MENSAGEM SUBLIMINAR, O QUE ESTÁ POR TRÁS DOS PROGRAMAS E DAS PROPAGANDAS

O QUE É MENSAGEM SUBLIMINAR.
As Mensagens Subliminares são usadas quase sempre para fins publicitários, e resumem-se na tentativa de passar uma informação ou idéia para um grupo de pessoas, de uma maneira abaixo do nível do consciente.
A mensagem, quando passada abaixo do nível consciente, passa a ser aceita pela pessoa que a recebe, pois não encontra resistência ou oposição, que é criada por nós apenas quando estamos no estado consciente. Um exemplo disso é o sono. Quando sonhamos, deixamos nosso estado consciente e aceitamos tudo como se fosse real, sem oferecer resistência ou oposição.
A mensagem subliminar é lançada em uma velocidade maior que o nosso piscar de olhos, é nesse momento que entra em nosso subconsciente. Só através de estudos que se consegue perceber as mensagens subliminares. Especialistas reproduzem filmes, comerciais, programas de televisão em uma velocidade muito lenta para assim conseguir perceber uma mensagem subliminar. Quando conseguimos perceber algo anormal em algum programa ou comercial a mensagem não é subliminar, pois de forma alguma percebemos as mensagens subliminares.
A mensagem subliminar pode ser inserida em vários meios:
Vídeos:
   O que geralmente se encontra é a inserção de subliminares em apenas alguns quadros, sem que quem esteja vendo perceba a mensagem no tempo normal do vídeo (propaganda televisiva, filme, etc.), fazendo com que a mensagem inserida seja "gravada" pelo nosso subconsciente.
Músicas:
Temos dois exemplos:
         backward masking, em que se grava uma fala e se coloca na música, mas invertida. Você não entenderia nada se ouvisse mas seu subconsciente sim.
         existem freqüências inaudíveis ao ouvido humano, como aquelas que só os cães, por exemplo, que possuem a audição mais apurada que a nossa, podem ouvir. Então, coloca-se algo nessa faixa de freqüência da música e você certamente não vai ouvir, menos seu subconsciente, que registra tudo fielmente.
Nos textos:
   “Votei no fulano devido à sua plataforma de governo. Educação, saúde e cadeia pra ladrão
As palavras em negrito. Elas é que são a subliminar. Em um texto simples, falando bem de um tal fulano, simplesmente disse que ele é ladrão. Seu subconsciente assimila as palavras fulano e ladrão facilmente, nesse caso, pois estão em negrito. Isso também poderia aparecer como em um discurso em que se dá ênfase às palavras em negrito dessa frase.
O vídeo abaixo relata muitos tipos de mensagens subliminares a que fomos expostos e não percebemos:




Outros exemplos de mensagens subliminares:


GEL LUBRIFICANTE FEMININO
Nessa propaganda americana de gel lubrificante feminino, percebe-se a posição onde a mulher está sentada. Se seguirmos a sequencia ela está sentada bem aonde seria o lugar de uma próxima estaca.


MC DONALDS, NO FILME DO HOMEM ARANHA

No filme do Homem Aranha essa sequencia de cena usa os termos EAT que traduzinho para o português significa COMA ou COMER e na sequencia o símbolo do MC Donalds. A introdução do símbolo do Mc Donalds não seria problema algum, poderia ser introduzido na cena como uma ação de merchandising, mas o EAT antes de aparecer o símbolo, caracteriza mensagem subliminar


Nessa propaganda de bebida GIN não notamos nada de anormal, mas...

... olhando bem, nota-se a palavra SEX descrita nos gelos do copo, induzindo ao ato sexual após o consumo da bebida.


Exemplos de propagandas que não são mensagens subliminares, pois trabalham a sexualidade de uma forma explícita, e o que é explícito não é mensagem subliminar.












ATIVIDADE:

Faça uma análise do texto e do vídeo e poste no blog a sua opinião. Novos exemplos pode ser utilizado, na internet encontramos um vasto material acerca das mensagens subliminares. Não se esqueçam, a troca de comentários entre as postagens é muito importante para o bom desenvolvimento do nosso curso