Estamos deslumbrados com o computador e a Internet na escola e vamos deixando de lado a televisão e o vídeo, como se já estivessem ultrapassados, não fossem mais tão importantes ou como se já dominássemos suas linguagens e sua utilização na educação.
A televisão, o cinema e o vídeo, CD ou DVD - os meios de comunicação audiovisuais - desempenham, indiretamente, um papel educacional relevante. Passam-nos continuamente informações, interpretadas; mostram-nos modelos de comportamento, ensinam-nos linguagens coloquiais e multimídia e privilegiam alguns valores em detrimento de outros.
A informação e a forma de ver o mundo predominantes no Brasil provêm fundamentalmente da televisão. Ela alimenta e atualiza o universo sensorial, afetivo e ético que crianças e jovens – e grande parte dos adultos - levam a para sala de aula. Como a TV o faz de forma mais despretensiosa e sedutora, é muito mais difícil para o educador contrapor uma visão mais crítica, um universo mais mais abstrato, complexo e na contra-mão da maioria como a escola se propõe a fazer.
A TV fala da vida, do presente, dos problemas afetivos - a fala da escola é muito distante e intelectualizada - e fala de forma impactante e sedutora - a escola, em geral, é mais cansativa, concorda?. O que tentamos contrapor na sala de aula, de forma desorganizada e monótona, aos modelos consumistas vigentes, a televisão, o cinema, as revistas de variedades e muitas páginas da Internet o desfazem nas horas seguintes. Nós mesmos como educadores e telespectadores sentimos na pele a esquizofrenia das visões contraditórias de mundo e das narrativas (formas de contar) tão diferentes dos meios de comunicação e da escola.
Percebeu que na procura desesperada pela audiência imediata e fiel, os meios de comunicação desenvolvem estratégias e fórmulas de sedução mais e mais aperfeiçoadas: o ritmo alucinante das transmissões ao vivo, a linguagem concreta, plástica, visível?. Mexem com o emocional, com as nossas fantasias, desejos, instintos. Passam com incrível facilidade do real para o imaginário, aproximando-os em fórmulas integradoras, como nas telenovelas.
Em síntese, os Meios são interlocutores constantes e reconhecidos, porque competentes, da maioria da população, especialmente da infantil. Esse reconhecimento significa que os processos educacionais convencionais e formais como a escola não podem voltar as costas para os meios, para esta iconosfera tão atraente e, em conseqüência, tão eficiente. A maior parte do referencial do mundo de crianças e jovens provém da televisão. Ela fala da vida, do presente, dos problemas afetivos - a escola é muito distante e abstrata - e fala de forma viva e sedutora - a escola, em geral, é mais cansativa.
As crianças e jovens se acostumaram a se expressar de forma polivalente, utilizando a dramatização, o jogo, a paráfrase, o concreto, a imagem em movimento. A imagem mexe com o imediato, com o palpável. A escola desvaloriza a imagem e essas linguagens como negativas para o conhecimento. Ignora a televisão, o vídeo; exige somente o desenvolvimento da escrita e do raciocínio lógico. É fundamental que a criança aprenda a equilibrar o concreto e o abstrato, a passar da espacialidade e contigüidade visual para o raciocínio seqüencial da lógica falada e escrita. Não se trata de opor os meios de comunicação às técnicas convencionais de educação, mas de integrá-los, de aproximá-los para que a educação seja um processo completo, rico, estimulante. A escola precisa observar o que está acontecendo nos meios de comunicação e mostrá-lo na sala de aula, discutindo-o com os alunos, ajudando-os a que percebam os aspectos positivos e negativos das abordagens sobre cada assunto.
Precisamos, em conseqüência, estabelecer pontes efetivas entre educadores e meios de comunicação. Educar os educadores para que, junto com os seus alunos, compreendam melhor o fascinante processo de troca, de informação-ocultamento-sedução, os códigos polivalentes e suas mensagens. Educar para compreender melhor seu significado dentro da nossa sociedade, para ajudar na sua democratização, onde cada pessoa possa exercer integralmente a sua cidadania.
Em que níveis pode ser pensada a relação Comunicação, Meios de Comunicação e Escola? Entendemos que esta pode ser pensada em três níveis:
1. organizacional
2. de conteúdo
3. comunicacional
- no nível organizacional: uma escola mais participativa, menos centralizadora, menos autoritária, mais adaptada a cada indivíduo. Para isso, é importante comparar o nível do discurso - do que se diz ou se escreve - com a práxis - com as efetivas expressões de participação.
- no nível de conteúdo: uma escola que fale mais da vida, dos problemas que afligem os jovens. Tem que preparar para o futuro, estando sintonizada com o presente. É importante buscar nos meios de comunicação abordagens do quotidiano e incorporá-las criteriosamente nas aulas.
- no nível comunicacional: conhecer e incorporar todas as linguagens e técnicas utilizadas pelo homem contemporâneo. Valorizar as linguagens audiovisuais, junto com as convencionais.
Tem-se enfatizado a questão do conhecimento como essencial para uma boa educação. É básico ajudar o educando a desenvolver sua(s) inteligência(s), a conhecer melhor o mundo que o rodeia. Por outro lado, fala-se da educação como desenvolvimento de habilidades: "Aprender a aprender", saber comparar, sintetizar, descrever, se expressar.
Desenvolver a inteligência, as habilidades e principalmente, as atitudes. Ajudar o educando a adotar atitudes positivas, para si mesmo e para os outros. Aqui reside o ponto crucial da educação: ajudar o educando a encontrar um eixo fundamental para a sua vida, a partir do qual possa interpretar o mundo (fenômenos de conhecimento), desenvolva habilidades específicas e tenha atitudes coerentes para a sua realização pessoal e social.
A transmissão de informação é a tarefa mais fácil e onde as tecnologias podem ajudar o professor a facilitar o seu trabalho. Um simples CD-ROM contém toda a Enciclopédia Britânica, que também pode ser acessada on line pela Internet. O aluno nem precisa ir a escola para buscar as informações. Mas para interpretá-las, relacioná-las, hierarquizá-las, contextualizá-las, só as tecnologias não serão suficientes. O professor o ajudará a questionar, a procurar novos ângulos, a relativizar dados, a tirar conclusões.
Que outras contribuições as tecnologias podem dar ao professor? As tecnologias também ajudam a desenvolver habilidades, espaço-temporais, sinestésicas, criadoras. Mas o professor é fundamental para adequar cada habilidade a um determinado momento histórico e a cada situação de aprendizagem.
As tecnologias são pontes que abrem a sala de aula para o mundo, que representam, medeiam o nosso conhecimento do mundo. São diferentes formas de representação da realidade, de forma mais abstrata ou concreta, mais estática ou dinâmica, mais linear ou paralela, mas todas elas, combinadas, integradas, possibilitam uma melhor apreensão da realidade e o desenvolvimento de todas as potencialidades do educando, dos diferentes tipos de inteligência, habilidades e atitudes.
As tecnologias permitem mostrar várias formas de captar e mostrar o mesmo objeto, representando-o sob ângulos e meios diferentes: pelos movimentos, cenários, sons, integrando o racional e o afetivo, o dedutivo e o indutivo, o espaço e o tempo, o concreto e o abstrato.
A educação é um processo de construção da consciência crítica. Como então se dá esse processo? Essa construção começa com a problematização dos dados que nos chegam direta e indiretamente - através dos meios, por exemplo - recontextualizando-os numa perspectiva de conjunto, totalizante, coerente, um novo texto, uma nova síntese criadora. Essa síntese integra os dados tanto conceituais quanto sensíveis, tanto da realidade quanto da ficção, do presente e do passado, do político, econômico e cultural. Falamos assim, de uma educação para a comunicação. Uma educação que procura ajudar as pessoas individualmente e em grupo a realizar sínteses mais englobantes e coerentes, tomando como partida as expressões de troca que se dão na sociedade e na relação com cada pessoa; ajudar a entender uma parte dessa totalidade a partir da comunicação enquanto organização de trocas tanto ao nível interpessoal como coletivo.
A educação para a comunicação precisa da articulação de vários espaços educativos, mais ou menos formais: educação ao nível familiar, trabalhando a relação pais-filhos-comunicação, seja de forma esporádica ou em momentos privilegiados, em cursos específicos também. A relação comunicação-escola, uma relação difícil e problemática, mas absolutamente necessária para o enriquecimento de ambas, numa nova perspectiva pedagógica, mais rica e dinâmica. Comunicação na comunidade, analisando os meios de comunicação a partir da situação de uma determinada comunidade e interpretando concomitantemente os processos de comunicação dentro da comunidade. Educação para a comunicação é a busca de novos conteúdos, de novas relações, de novas formas de expressar esses conteúdos e essas relações.
A escola precisa exercitar as novas linguagens que sensibilizam e motivam os alunos, e também combinar pesquisas escritas com trabalhos de dramatização, de entrevista gravada, propondo formatos atuais como um programa de rádio uma reportagem para um jornal, um vídeo, onde for possível. A motivação dos alunos aumenta significativamente quando realizam pesquisas, onde se possam expressar em formato e códigos mais próximos da sua sensibilidade. Mesmo uma pesquisa escrita, se o aluno puder utilizar o computador, adquire uma nova dimensão e, fundamentalmente, não muda a proposta inicial.
Integrar as mídias na escola
Antes da criança chegar à escola, já passou por processos de educação importantes: pelo familiar e pela mídia eletrônica. No ambiente familiar, mais ou menos rico cultural e emocionalmente, a criança vai desenvolvendo as suas conexões cerebrais, os seus roteiros mentais, emocionais e suas linguagens. Os pais, principalmente a mãe, facilitam ou complicam, com suas atitudes e formas de comunicação mais ou menos maduras, o processo de aprender a aprender dos seus filhos.
A criança também é educada pela mídia, principalmente pela televisão. Aprende a informar-se, a conhecer - os outros, o mundo, a si mesmo - a sentir, a fantasiar, a relaxar, vendo, ouvindo, "tocando" as pessoas na tela, que lhe mostram como viver, ser feliz e infeliz, amar e odiar. A relação com a mídia eletrônica é prazerosa - ninguém obriga - é feita através da sedução, da emoção, da exploração sensorial, da narrativa - aprendemos vendo as estórias dos outros e as estórias que os outros nos contam.
Mesmo durante o período escolar a mídia mostra o mundo de outra forma - mais fácil, agradável, compacta - sem precisar fazer esforço. Ela fala do cotidiano, dos sentimentos, das novidades. A mídia continua educando como contraponto à educação convencional, educa enquanto estamos entretidos.
A educação escolar precisa compreender e incorporar mais as novas linguagens, desvendar os seus códigos, dominar as possibilidades de expressão e as possíveis manipulações. É importante educar para usos democráticos, mais progressistas e participativos das tecnologias, que facilitem a evolução dos indivíduos. O poder público pode propiciar o acesso de todos os alunos às tecnologias de comunicação como uma forma paliativa, mas necessária de oferecer melhores oportunidades aos pobres, e também para contrabalançar o poder dos grupos empresariais e neutralizar tentativas ou projetos autoritários.
Se a educação fundamental é feita pelos pais e pela mídia, urgem ações de apoio aos pais para que incentivem a aprendizagem dos filhos desde o começo das vidas deles, através do estímulo, das interações, do afeto. Quando a criança chega à escola, os processos fundamentais de aprendizagem já estão desenvolvidos de forma significativa. Urge também a educação para as mídias, para compreendê-las, criticá-las e utilizá-las da forma mais abrangente possível.
A educação para os meios começa com a sua incorporação na fase de alfabetização. Alfabetizar-se não consiste só em conscientizar os códigos da língua falada e escrita, mas dos códigos de todas as linguagens do homem atual e da sua interação. A criança, ao chegar à escola, já sabe ler histórias complexas, como uma telenovela, com mais de trinta personagens e cenários diferentes. Essas habilidades são praticamente ignoradas pela escola, que, no máximo, utiliza a imagem e a música como suporte para facilitar a compreensão da linguagem falada e escrita, mas não pelo seu intrínseco valor. As crianças precisam desenvolver mais conscientemente o conhecimento e prática da imagem fixa, em movimento, da imagem sonora ... e fazer isso parte do aprendizado central e não marginal. Aprender a ver mais abertamente, o que já estão acostumadas a ver, mas que não costumam perceber com mais profundidade (como os programas de televisão).
Antes de pensar em produzir programas específicos para as crianças, convém retomar, estabelecer pontos com os produtos culturais que lhes são familiares. Fazer re-leituras dos programas infantis, re-criação desses mesmos programas, elaboração de novos conteúdos a partir dos produtos conhecidos. Partir do que o rádio, jornal, revistas e televisão mostram para construir novos conhecimentos e desenvolver habilidades. Não perder a dimensão lúdica da televisão, dos computadores. A escola parece um desmancha-prazeres. Tudo o que as crianças adoram a escola detesta, questiona ou modifica. Primeiro deve-se valorizar o que é valorizado pelas crianças, depois procurar entendê-lo (os professores e os pais) do ponto de vista delas, crianças, para só mais tarde, propor interações novas com os produtos conhecidos. Depois podem-se exibir programas adaptados à sua sensibilidade e idade, programas que sigam o mesmo ritmo da televisão, mas que introduzam alguns conceitos específicos que, aos poucos, irão sendo incorporados.
Sabemos que a educação precisa ser repensada e que é preciso buscar formas
ResponderExcluiralternativas para aumentar o entusiasmo do professor e o interesse do aluno.
Qual o papel da tecnologia nesse processo de mudança?
A aplicação inteligente do computador sugere mudanças na abordagem pedagógica, e encaminha os sujeitos para atividades mais criativas, críticas e de construção conjunta. Os recursos tecnológicos facilitam a passagem do modelo mecanicista para uma educação sociointeracionista, ainda que a realização de um novo paradigma educacional
dependerá do projeto político-pedagógico da instituição escolar, da maneira como o
professor sente a necessidade desta mudança e da forma como prepara o ambiente da
aula.
Essa Interação implica em processo de comunicação que não é linear (não se apresenta
como estímulo-resposta), mas representa uma comunicação em rede, (como um rizoma,
conforme propõem Deleuze e Guattari, apud Kenski, 1998), um processo interativo com
alternância de papéis, conexão, heterogeneidade, multiplicidade. Assim, usar o
computador como um simples ‘quadro-negro’ ou um ‘clicar’ de páginas, não gera
motivação e nem explora todo o potencial deste recurso, além de não ser considerado
interativo, mas, sim, reativo. É importante criar um ambiente de ensino e aprendizagem instigante, que proporcione oportunidades para que seus alunos pesquisem e participem na comunidade, com autonomia.
Olá Carmem, concordo quando diz que a tecnologia possibilita atividades mais criativas. Na verdade, o aluno que está inserido na Era tecnológica, não se contenta mais com métodos tradicionais. Entretanto, só a tecnologia não faz a diferença. Tanto o aluno, como nós professores, precisamos saber utilizá-la. Afinal, a criatividade é pertinente ao ser humano.... Abraços
ExcluirHoje recebi o e-mail abaixo, "O ESTRANHO", interessante o como alguns recursos tecnológicos estão sendo analisados ou vistos por muitos. Os mesmos que estão fazendo tantos outros acessarem a esta reflexão, também estão fazendo o uso através do mesmo recurso.... Eu diria que parece discussão da importancia da Quimica: é boa ou ruim???? ........Depende da finalidade, de quem usa e como usa, não é mesmo?
ResponderExcluirO ESTRANHO
Alguns anos depois que nasci, meu pai conheceu um estranho, recém-chegado à nossa pequena cidade.
Desde o princípio, meu pai ficou fascinado com este encantador personagem, e em seguida o convidou a viver com nossa família.
O estranho aceitou e desde então tem estado conosco.
Enquanto eu crescia, nunca perguntei sobre seu lugar em minha família; na minha mente jovem já tinha um lugar muito especial.
Meus pais eram instrutores complementares:
Minha mãe me ensinou o que era bom e o que era mau e meu pai me ensinou a obedecer.
Mas o estranho era nosso narrador.
Mantinha-nos enfeitiçados por horas com aventuras, mistérios e comédias.
Ele sempre tinha respostas para qualquer coisa que quiséssemos saber de política, história ou ciência.
Conhecia tudo do passado, do presente e até podia predizer o futuro!
Levou minha família ao primeiro jogo de futebol.
Fazia-me rir, e me fazia chorar.
O estranho nunca parava de falar, mas o meu pai não se importava.
Às vezes, minha mãe se levantava cedo e calada, enquanto o resto de nós ficava escutando o que tinha que dizer, mas só ela ia à cozinha
para ter paz e tranquilidade. (Agora me pergunto se ela teria rezado alguma vez, para que o estranho fosse embora).
Meu pai dirigia nosso lar com certas convicções morais, mas o estranho nunca se sentia obrigado a honrá-las.
As blasfêmias, os palavrões, por exemplo, não eram permitidos em nossa casa… Nem por parte nossa, nem de nossos amigos ou de qualquer
um que nos visitasse. Entretanto, nosso visitante de longo prazo, usava sem problemas sua linguagem inapropriada que às vezes queimava meus ouvidos e que fazia meu pai se retorcer e minha mãe se ruborizar.
Meu pai nunca nos deu permissão para tomar álcool. Mas o estranho nos animou a tentá-lo e a fazê-lo regularmente.
Fez com que o cigarro parecesse fresco e inofensivo, e que os charutos e os cachimbos fossem distinguidos.
Falava livremente (talvez demasiado) sobre sexo. Seus comentários eram às vezes evidentes, outras sugestivos, e geralmente vergonhosos.
Agora sei que meus conceitos sobre relações foram influenciados fortemente durante minha adolescência pelo estranho.
Repetidas vezes o criticaram, mas ele nunca fez caso aos valores de meus pais, mesmo assim, permaneceu em nosso lar.
Passaram-se mais de cinquenta anos desde que o estranho veio para nossa família. Desde então mudou muito; já não é tão fascinante como era ao principio.
Não obstante, se hoje você pudesse entrar na guarida de meus pais, ainda o encontraria sentado em seu canto, esperando que alguém quisesse escutar suas conversas ou dedicar seu tempo livre a fazer-lhe companhia...
Seu nome?
Nós o chamamos Televisor...
Nota:
Pede-se que este artigo seja lido em cada lar.
Agora ele tem uma esposa que se chamaComputador
e um filho que se chamaCelular!
Ótimo texto, Carmem. Realmente um estranho em nosso lar, entram muitas vezes de forma agressiva sem se importar com quem está em casa. Parabéns pelos comentários, são sempre muito consistentes.
ExcluirMídia e escola: uma parceria que pode dar certo
ResponderExcluirPassamos o maior tempo de nossas vidas na escola, seja como alunos ou professores e, é nesse espaço que temos a possibilidade de nos tornarmos críticos, reflexivos e compartilharmos os nossos saberes. Deste modo, a educação é vida e, consequentemente os fatores externos, precisam ser incorporados às práticas pedagógicas.
Faz-se necessário assim, utilizar a mídia em nossas sequências didáticas. Afinal, por meio dela enriquecemos o nosso conhecimento, desenvolvemos nossa cultura, nos integramos socialmente e profissionalmente. Todavia, não podemos esquecer que há opiniões que são “falsas verdades”, abusivas e reproduzem, até mesmo, preconceito. Por isso, o professor deve estimular discussões sobre os temas reproduzidos nos meios midiáticos, para que assim, os alunos enxerguem os dois lados e, sozinhos, tirem suas conclusões. Como citado no texto, a tecnologia oferece uma gama de informações, mas sem orientação tudo fica obscuro e sem utilidade. Com a mídia não é diferente...
Acredito que fazer uso de um bom filme, trechos de séries, minisséries e até mesmo análise de propagandas contextualiza a aula e faz com que o aluno visualize o que está aprendendo. Fator que colabora para o processo de transmissão do saber, mas precisamos tomar cuidado e tudo deve ser bem selecionado. Da mesma maneira que eu separo uma lista de sites de busca, devo selecionar documentários interessantes, o risco de nos depararmos com coisas ruins é altíssimo!
Em suma, tanto a tecnologia como a mídia devem ser utilizadas como instrumentos. Uma vez que dinamizam a aula, são fatores próximos da realidade do educando e, sobretudo, possibilita a contextualização do saber. Entretanto, ambos não substituem a função do docente, pois é esse que orienta o contato e o como lidar com as informações.
Olá Gabi, concordo que as mídias devem ser inseridas nos contextos escolares, pois nossos alunos estão inseridos nesse meio, e assim como educadores precisamos saber contextualizá-las para que nossas aulas se tornem dinâmicas, mas não podemos nos esquecer que devemos proporcionar o espírito crítico, que hoje está sendo deixado de lado.
ExcluirMaria Elisa
Olá Elisa, com certeza a postura crítica é fundamental. O professor funciona como um "guia", alertando os alunos quanto as ideologias, mentiras e ideias preconceituosas disseminadas. Entretanto, o discente sozinho precisará construir sua opinião. Abraços :)
ExcluirParabéns Gabi pelo comentário. Esses recursos didáticos citados por você realmente são os mais apropriados. Procuramos aproveitar esses recursos inteligentes da mídia: propaganda, filme, minisséries, documentários, porque dinamizam a aula, contextualizam e enriquecem o conteúdo.
ExcluirHoje, os meios de comunicação, em especial a televisão entram em nossos lares e interferem e muito na educação de nossos filhos e alunos. Dizem o que querem, da forma que querem e muitas vezes sem se preocupar com as consequencias que essas mensagens causam nas nossas vidas. Existem sim muitos programas que nos levam ao conhecimento, principalmente nos canais fechados, mas em sua maioria é só besteira, e nos levam a fazer besteiras. O fato é que esses canais não nos dá o direito a respostas, ninguem abre um programa para o telespectador se expressar. Alguém já viu um programa de televisão que você pode opinar, exceto o Brasil Urgente, do Datena na Band? Que aliás, só abre para expormos nossas opiniões acerca de desastres e pra perguntar quem é a favor da pena de morte (não levem esse exemplo em consideração). Temos que ouvir, ver, pensar, sermos manipulados e não termos o direito de abrir a boca. Tudo gira em torno de audiência, se a audiência tá boa estendem uma novela a meses, caso contrário em dois meses a tiram do ar... e por aí vai. Pra mim, e concordo com você Gabi, nós devemos sim levar os programas de televisão para o contexto da sala de aula, pois é uma forma de darmos um feedback para os nossos alunos acerca de certos programas que denigrem a imagem da sociedade e o pensar da população.
ExcluirOlá Beto, você está certíssimo quando cita as "besteiras" que entram gratuitamente, via TV, em nossas casas. Justamente por isso tanto os pais, como nós professores temos um papel essencial - o de despertar o senso crítico.
ExcluirParticularmente, eu não assisto TV com frequência, quando assisto...são séries ou filmes que gosto, afinal o telejornal vive em função do sensacionalismo. Entretanto, precisamos saber o que ocorre no mundo. Logo, devemos criar um filtro e selecionar bons conteúdos... o que se torna difícil!
Por exemplo, adoro o program do Jô Soares, além de ser inteligente, nos mostra o lado positivo dos brasileiros (exemplos de sucesso)...mas qual é o horário de exibição? Já o Datena, vai ao ar, no horário em que a família está reunida...final de trabalho, escola, hora de se preparar para o jantar...
A TV não tem como ser desvinculada do processo ensino-aprendizagem, não só ela...o vídeo e outras tecnologias...mas precisamos, como você escreveu, darmos um FEEDBACK para os nossos discentes.
Para refletir...
ResponderExcluir"Nós contamos ao público de que modo o gato está pulando. O público tomará conta do gato."
(Arthur Hays Sulzberger)
o professor deve ser mediador para que contribua para que o aluno possa ser crítico quanto as mídias atuais
ResponderExcluirAcredito que estamos no caminho certo. Segundo o texto, o ponto crucial da educação é “desenvolver a inteligência , as habilidades e principalmente, as atitudes”, para que o aluno seja capaz de adotar somente as positivas e é exatamente isso que buscamos, trabalhamos, estudamos. O educador é assim, faz tudo pensando na realização pessoal e profissional do aluno. É ele quem irá contribuir para que o aluno se torne um cidadão crítico, reflexivo, que saiba argumentar, relacionar, compreender as diversas áreas do conhecimento.
ResponderExcluirConcordo que a tecnologia efetivamente torna as aulas mais atrativas, mas é o professor que impulsiona as habilidades e competências do aluno.
Podemos usar sim as tecnologias para impulsionarmos nossos alunos. Já usamos em muito a tecnologia para esse fim, façamos uma comparação de hoje em relação a 10 ou 15 anos atrás, quando as cópias ainda eram impressas em mimiógrafos (lembram?), hoje em muitas aulas utilizamos o datashow, vídeos, trechos de filmes. Lógico que podemos utilizar muito mais, mas temos também que tomar o cuidado de não perdermos o foco nas aulas, deixar por conta disso, de passarmos o principal.
ExcluirOi Meire,concordo quando diz que devemos despertar no discente posturas positivas. Abraços
ExcluirEste comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirInteressante, essas crianças que estão chegando na nossa era e que possuem QI acima do Einstein e Stefen Hanking. Nas reportagens da midia
ResponderExcluirelas aparecem debruçadas sobre livros ......interessante..... Aprenderam a manusear o mouse, mas gostam de quebra-cabeças, jogos de desafios....
Quem sabe, já não estão nos ajudando a perceber o "como fazer"..... Afinal, elas transitam bem entre os "nossos brinquedos" e os desta geração......
Ela só tem 11 anos e um QI de 162 – mais do que Albert Einstein, Stephen Hawking e Bill Gates! Victoria Cowie insiste que é uma menina normal, mas, na verdade, ela não é. Ela é a mais nova integrante do seleto clube de gênios Mensa.
“Eu realmente adoro quebra-cabeças e achar soluções para desafios. Quando crescer vou estudar ciências, especialmente biologia”, disse a menina ao “Daily Mail“.(http://www.blogandonoticias.com/2011/03/menina-de-11-anos-tem-qi-superior-ao-de-einstein.html)
Aos dois anos, Heidi já conseguia contar até 40, fazer contas de adição e subtração e até recitar o poema “A Coruja e o Gatinho”, do escritor Edward Lear, além de ler livros destinados a crianças de sete anos.
“Ela já fazia frases completas logo depois de começar a falar e aprendeu sozinha a ler com 18 meses usando o computador. A gente percebeu que ela usava o mouse para navegar e clicar nos botões ‘OK’ e ‘Cancelar”, disse o pai da menina, Matthew Hankins, ao “Daily Mail”. (http://www.alunosmeto.com/blog/2012/04/13/menina-inglesa-de-quatro-anos-tem-qi-equivalente-ao-de-albert-einstein/)
As escolas, de modo geral, estão buscando preparação para a utilização das mídias na educação, investindo em formação continuada de professores através de cursos presenciais e a distância. Equipando o ambiente escolar ao transformar salas de aula tradicionais em laboratórios de informática e outros ambientes, em sala da TV escola ou em laboratórios multidisciplinares de química, física, biologia e matemática. Com isso, adapta a escola para propiciar acesso e qualidade no uso das mídias em sala de aula.
ResponderExcluirVários fatores podem está contribuindo para colaborar com a preparação dos professores no manuseio e na aplicabilidade desses recursos dentro da escola: um ambiente apropriado (sala de multimídia, biblioteca, sala de leitura, laboratórios); o investimento em cursos de formação continuada para a atualização desses profissionais no acesso à informação, ao conhecimento e ao manuseio das TICs (Tecnologias de Informação e Comunicação).
A acessibilidade às mídias e tecnologias permitirá o manuseio, a criatividade na utilização desse recurso, a percepção sobre a necessidade de conhecimento, de planejamento e de organização, propiciando oportunidades para a ressignificação desses recursos didáticos no processo de ensino-aprendizagem.
Vivemos na era do conhecimento, onde qualquer pessoa tem acesso através da tv, da internet a todo tipo de conteúdo e cabe aos professores serem mediadores de conhecimento, verificar o que e certo ou que é errado, orientando dessa forma na construção do conhecimento, ós recursos de mídia são interessante para a escola, mais não podemos nos deixar segar por essa tecnologia, fazendo uso apenas dos recursos tecnológicos, ainda há espaço para a lousa e o professor na sala de aula, temos sim que aprender a usar a tecnologia em aula, porém não somente a tecnologia.
Concordo com vc, Olivato. Nós estamos vivendo uma era cheia de possibilidades diante de tantos recursos.... o dominio delas, por vezes até nos assuntam, não é memso? Mas, vejo que a maturidade é nossa, a responsabilidade pelo bom uso também é nossa ....conduzir o "barco" para porto seguro também....
ExcluirHoje estamos vivenciando uma fase em que é difícil lidar com o conhecimento formal, necessário e indispensável a formação dos alunos, quando somos bombardeados pela velocidade e acessibilidade da notícia(informação). Isso vem influenciando de uma forma na maioria das vezes, ruim. Por que essa facilidade da informação, gera comodismo. As pessoas de um modo geral perderam o hábito da leitura. Isso reflete de forma negativa, na escrita e na compreensão de textos. Daí a importância na incorporação da mídia, nas salas de aula, como forma de apoiar os alunos na interpretação dessa alta demanda de informações, contribuindo ainda para formação de alunos críticos.
ResponderExcluirApós terminar a leitura desta postageml sobre o uso de TV, computador e outros tipos de mídias na escola, cheguei a conclusão de que temos mais um desafio a enfrentar: o desafio de dominar as novas tecnologias com o objetivo de facilitar o nosso trabalho e, consequentemente, tornar mais agradável e atraente a maneira de trabalhar nossas aulas perante os alunos. Com isso, creio que seja perigoso o endeusamento do formato de aulas em que os instrumentos utilizados para a concretização de atividades e melhor compreensão durante o trabalho, ocupe papel mais importante que aquele desempenhado pelo professor.
ResponderExcluirSem dúvida alguma instrumentos como vídeo, TV, sistema de som, computador, etc. são importantes para o próprio professor e para um melhor visualização dos tópicos trabalhados pelo professor. Posso dizer na prática que, faço uso de materiais como vídeo ou TV em sala de aula e posso dizer que o interesse dos alunos aumenta e muito.
Com isso, precisamos ter em mente que não basta sabermos apenas apertar botões, teclas, manusear instrumentos de última geração, mas é necessário que saibamos o porquê fazemos uso desses instrumentos, além de compreendermos que é importante saber como estes instrumentos foram criados, e de que maneira funcionam.
Como professora da ETEC, acredito sim, que as mídias são uma ferramenta importante no desenvolvimento dos alunos e inclusive na sua interação. Os alunos precisam descobrir e compreender o seu mundo de ser humano antes de qualquer outra coisa.
Em termos de busca por assuntos relacionados à pesquisa e trabalhos escolares observo que os resultados são catastróficos em termos de leitura e escrita de seu próprio “punho”. O que tem saído são colagens em sua grande maioria. Mesmo assim, por termos consciência da importância da TV, do seu formato, da internet, dos computadores, do rádio, etc., acredito na possibilidade de melhores formas de alcançarmos nossos objetivos pedagógicos com o uso desses materiais como instrumentos facilitadores do ensino-aprendizagem.
Oi, Beto concordo plenamente quando diz que tevemos tomar cuidado para não perdemos o foco de nossas aulas, afinal temos que propiciar ao alunos a aprendizagem plena e não apenas aulas shows
ResponderExcluirPor: Maria Elisa